quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Deficientes: Questão de obediência às leis - elas existem!!!!!!




A realidade é conhecida por todos, não preciso relembrar. Não temos acesso digno de uso em quase lugar algum. Consultórios são minúsculos, prédios não têm rampa, calçadas são esburacadas, lanchonetes com espaço mínimo entre cadeiras e mesas, não há escrita em braille em cardápios, agências bancárias, revistas banais, e tudo mais que está aí, para uso comum, não está pronto para receber deficientes físicos, auditivos, visuais, tampouco cães guias. Para falar bem a verdade, nosso mundo não está preparado nem para acolher as pessoas obesas ou baixas demais - vide nossos ônibus.

Acho demais. Absurdo demais isso sim!!!!  
Não é pelo fato da minha mãe fazer uso de cadeira de rodas não, até porque sempre respeitei vagas especiais, preferências em filas, etc, mas é visível e diária a falta de respeito, de educação, e tudo mais que se espera de um ser humano com um mínimo de noção de cidadania e decência.

Se eu contasse cada situação que já passei com a minha mãe... Foi desde médica querendo examiná-la dentro do carro, estacionado na rua, até hotel com um baita degrau no banheiro depois de dizer que tinha acesso à cadeirante só pelo fato de ter a cadeira de banho (sim, é verdade!).

A realidade é que não dá para esperar pelo bom senso, educação, nem nada. Deficientes, familiares, amigos e cidadãos comuns conscientes dessa problemática devem fazer sua parte. Temos que exigir, fazer valer, e para isso precisamos antes de tudo CONHECER!

Há normas para todos os aspectos:
O  Decreto nº 6949/2009 traz medidas a fim de garantir a inclusão social, determinando, por exemplo, que entidades públicas e privadas ofereçam instalações que permitam acessibilidade pelas pessoas com deficiência, há previsão para uso do braille, promoção de linguagem de sinais, etc. 
Lei nº 7070/1982 determina pagamento de benefício a título de pensão especial, a Lei nº 8899/1994 prevê passe livre aos portadores de deficiência, desde que sejam carentes, no sistema de transporte coletivo interestadual, e tem ainda aquela bem conhecida sobre a isenção de IPI - Imposto sobre Produtos Industrializados - na aquisição de automóveis. Há muitas legislações sobre pessoas em condições especiais. Clique aqui para visualizá-las.

Achei fantástico um vídeo que assisti feito pelo programa CQC. É muita cara de pau...




Pessoas com deficiência não tem que ter vergonha de pedir ajuda não. Nem de reclamar, dar uns gritos, fazer o "cidadão" desrespeitoso passar vergonha. Tem mais é que fazer barulho, pedir ajuda, reclamar, entrar com ação, publicar nas redes sociais, mas acima de tudo devem entender que isso é apenas uma condição. Condição limitadora, mas apenas uma condição, que não deve impedir de passear, se divertir, viver e ser feliz. 




Posso dizer por experiência própria que tudo é possível. Precisa sim ter muita força de vontade, qualquer acesso é difícil, qualquer saidinha demora mais de duas horas, mas no final ser feliz é a única coisa, mesmo sendo numa das lojas da C&C, numa quarta-feira a noite... 


Anali


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Dia das crianças!




Na semana do dia das crianças elas são o foco, claro.
Por um dia, ou talvez por uma semana, a mídia divulga notícias sobre festividades, a polícia apreende brinquedos “piratas”, instituições pedem ajuda, mas será que não podemos atuar diariamente para que elas sejam protegidas? Fazer o mínimo esbarra em ter bom senso. 
                                      
Crianças e adolescentes têm muitos direitos assegurados, e bem pouco respeitados. À primeira vista são todos "óbvios", mas estamos falando de muito mais. Vejam aqui parte do que deveria ser levado a sério.

São direitos constitucionais expressos no artigo 227 da Constituição Federal que diz: "É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão."

Está claro que não precisamos ser grandes conhecedores de leis para fazermos a nossa parte, cuidando desses seres que ainda não foram contaminados por nossas ("des")necessidades e hábitos mal educados.
  
Como podemos? Respeitando, por exemplo, a preferência no atendimento em hospitais, em filas de supermercados, lojas, ou qualquer outro estabelecimento. Livrando-as de preconceitos raciais, permitindo que não enxerguem problemas em diferenças sociais, deixando-as alheias às crises familiares e preocupações com pagamento de contas ou com aquele chefe chato que acabou com nosso dia.

Podemos mais... pais que vivem separados e estão sempre em conflito podem tirar 05 minutinhos para lembrar quem é a parte vulnerável no processo de separação familiar. Motoristas apressados podem parar antes da faixa de pedestre para a mãe com criança no colo poder atravessar. Podemos oferecer um brinquedo àquele que pede dinheiro na rua, ou ir além, separando uma verba para preparar aquela famosa sacolinha de natal da igreja ou creche do bairro.

Numa época em que se repensa sobre quem escolhemos para nos governar, cabe uma reflexão sobre quem querermos que esteja nesse lugar daqui a 20 anos. Serão essas crianças... E elas serão resultado do que estamos fazendo agora. Cuidar e proteger nossas crianças faz parte do exercício de cidadania, é preocupação com o futuro dos nosso filhos, afilhados, primos e netos. 

Faço aqui um convite para que cada um cuide da saúde mental de seus pequenos. Acredito que se agirmos assim dentro da própria família, poderemos ter adultos que sabem sonhar, que olham para o lado e pensam na coletividade. Não é isso que queremos naqueles que governarão o país de nossos filhos?

Feliz dia das crianças a todos que, como eu, se permitem sentir essa alegria, ainda que pareçam ridículos aos olhos adultos...

Anali



quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Direitos dos idosos


Bom dia!

Esta semana trago dois assuntos diferentes, mas ambos homenageando o dia do idoso, que comemoramos esta semana. O primeiro é sobre o AUMENTO NOS PLANOS DE SAÚDE. 

A saúde representa uma das maiores necessidades e dos maiores problemas ao idoso. É o momento onde ele mais se consulta com médicos e realiza maior quantidade de exames, coincidindo normalmente com o período que tem sua renda diminuída e despesas aumentadas.

Lembrando dessa realidade, o estatuto do idoso (Lei nº 10.741/2003), em seu artigo 15, vedou o aumento de valores pela idade. O parágrafo 3º prevê: “É vedada a discriminação do idoso nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade”.

Por razões óbvias, tal determinação legal não é respeitada, mas por experiência própria posso dizer que é uma ação que vale a pena ajuizar. Aos que quiserem se aprofundar indico a leitura sobre o assunto aqui.

Meus pais ajuizaram ação contra nossa operadora de saúde. Alguns dias após a distribuição da ação os valores vieram corrigidos, e já ganhamos em primeira instância!! :)
  
O segundo assunto é sobre o ADICIONAL PAGO PARA APOSENTADOS por invalidez que precisam de cuidados constantes.

Saiu recentemente uma decisão que amplia tal benefício aos que se aposentaram por tempo de serviço, e não por invalidez, mas que posteriormente apresentaram um quadro que demandasse tais cuidados.

A decisão (justa, no meu ponto de vista) traduz brilhantemente as causas que a motivaram: 

“O fato de a invalidez ser decorrente de episódio posterior à aposentadoria não pode excluir a proteção adicional ao segurado que passa a ser inválido e necessitante de auxílio de terceiro, como forma de garantir o direito à vida, à saúde e à dignidade humana”.

Ainda não providenciei a documentação, mas é o caso da minha mãe. Mais uma ação para fazer valer o que é DIREITO! 
Muito triste isso.

Cuidemos com amor e atenção dos nossos idosos, que tanto já fizeram por nós e hoje, sábios, com tanta experiência, nos ensinam sempre!

Anali